site logo
 

PUBLICIDADE

img

Paul McCartney0 comentário

Como Foi?

Tamanho da fonte A A

Publicado em 06/05/2013 00:00

Perfeito

Paul McCartney faz show histórico em Goiânia
 
Ex-Beatle colocou 40 mil pessoas para cantar em uma só voz durante 2 horas e meia de show
 
Eva Taucci
 
Esqueça todos os shows que você já presenciou na sua vida em Goiânia e a partir de agora lembre-se de apenas um, que marcou para sempre a história dessa cidade: Paul McCartney esteve aqui. SIM, NÓS TEMOS PAUL MCCARTNEY. O ex-Beatle desembarcou na capital goiana para mudar para sempre a rotina da cidade. Não haverá um dia pro resto da eternidade em que alguém não rememore a noite do dia seis de maio de 2013. Agora existe um divisor de águas: antes e depois de Paul. Goiânia está inserida na rota dos grandes shows mundiais.
 
Exageros à parte, esse é o sentimento generalizado acerca do show Out There que Macca (como é carinhosamente chamado pelos seus fãs) fez em Goiânia. Um delírio para os olhos e ouvidos: letras lendárias, som impecável, sintonia fina com a banda, emoção sem fim. Nem a confusão na entrada do estádio, com longas filas (e demora de mais de duas horas para alguns, tamanha a desorganização do lado de fora), foi capaz de desfazer o sentimento de euforia quando McCartney deu o primeiro acorde em sua guitarra. Fãs de todas as idades e nacionalidades vieram prestigiar o ex-Beatle em sua primeira apresentação na terra do pequi.
 
Enquanto o público ia chegando e entrando, o sistema de som já passava músicas da antiga banda de Liverpool e também sucessos da carreira solo do ex-Beatle. Sem a pontualidade britânica, o show começou às 21h33, com meia hora de atraso, justificado pela assessoria de imprensa por conta do público que ainda tinha dificuldades para entrar no estádio.  A música que já incendiou a multidão na abertura do show  foi Eight days a week, música que só foi tocada pelos Beatles ao vivo uma única vez, e que teve sua segunda apresentação no sábado no Mineirão (Belo Horizonte) e sua terceira vez em Goiânia, seguida de Junior’s Farm. O cantor falou em português “Boa noite Goiânia, boa noite goianos” e imendou All my loving, com imagens dos beatles no telão.
 
Para a música Let me roll it, Macca usou uma guitarra super estilizada, com fundo vermelho e vários bonequinhos desenhados. E antes de iniciar Paperback Writer, o ex-Beatle mandou um “Vocês são demais”, em um português meio que tímido, porém nítido. O astro mesclava simpatia e carisma no trato com o público goiano.
 
A tão esperada My Valentine, que levou McCartney ao piano pela primeira vez, foi oferecida a sua amada esposa e musa inspiradora da canção,  Nancy Shevell. Nesse momento, o astro não contava com a sutileza da natureza, que preparou para ele um enxame de louva-a-deus, atraídos pela iluminação do show. A cada nota buscada no piano, as “esperanças”, como são popularmente chamados, sobrevoavam e pousavam no cantor. Inicialmente incomodado com os insetos, logo McCartney entrou no clima de paz e  conciliou o piano e a música entre uma assentada e outra dos bichinhos. Um mais insistente, que não queria sair do braço do cantor, ganhou um apelido e foi apresentado ao público: “Vocês conhecem meu amiguinho Harold”? Na terceira música (The Long and Winding Road) na companhia da dupla piano+esperança, Paul disse: “Estou me divertindo muito com esses grilos”.
 
Antes de And I love her, Paul cumprimentou o pessoal da pista e das arquibancadas e na sequência tocou Blackbird, fazendo o público delirar com a música e também com a novidade dessa canção no show Out There, onde o palco sobe em formato de um retângulo com telões de led que projetam belas imagens. Paul, brilha solitário lá de cima do elevado, não sem a companhia da sua banda, que mesmo sem destaque nesse momento, não perde a sintonia com o cantor.
 
Here Today, a décima sétima música apresentada em Goiânia, é a canção que Paul dedica a John Lennon em seu show e que retrata uma conversa que os amigos nunca tiveram, que aconteceu apenas em seu pensamento. Lady Madonna colocou a galera pra dançar e All toguether now é dedicada em português para todas as “criancinhas”. Na interpretação de Something, o Serra Dourada agredece a homenagem a George Harrison.
 
Se aproximando do fim do show, na vigésima sétima música, Paul encanta a plateia interpretando Let it be. O estádio se iluminou com isqueiros e luzes de celular para cantar numa só voz uma das mais famosas músicas da banda de Liverpool. Muitas pessoas emocionadas choravam e cantavam ao mesmo tempo. Aliás, isso não foi um privilégio de Let it be. Não era difícil ver pessoas se abraçando e se emocionando o tempo inteiro com as sensações que Macca os proporcionava. “O show foi um processo de lavar a alma, com muita qualidade, muita saudade também. A minha geração toda cresceu com eles, e ver o Paul aqui em Goiânia foi realmente uma catarse do ponto de vista de desaguar todas as emoções possíveis e imagináveis”, frisou Joãomar Carvalho, professor universitário, que veio acompanhado da família para prestigiar o evento.
 
Live and Let die foi uma verdadeira explosão no palco, com muitos fogos de artifício e bombas pirotécnicas. E a tão famosa Hei Jude puxou o coro de “Na na na na na na na na Hey Jude” no estádio inteiro. Eram 40 mil vozes cantando o sucesso, que finalizou o show. A plateia, empolgada com tanta vibração positiva, entoou sozinha o refrão Na na na na, fazendo Macca e sua banda voltarem para mais três canções: Day tripper, Lovely Rita e Get back, com a bandeira do Brasil e da Inglaterra empunhadas.
 
Mais uma despedida e Yesterday ainda não tinha sido tocada. “Será que ficou fora do setlist?”, se perguntavam alguns fãs. Não, ela não ficou de fora. Em sua última volta ao palco, Paul McCartney cantou Yesterday, a canção mais regravada do mundo, com mais de três mil interpretações. A multidão, se antes não havia se emocionado, não havia mais chance de escapar: foi a hora de deixar o sentimento falar. Ou melhor, cantar. E cantou. E cantaram. Lindamente, mais uma vez o público se tornou uma única só voz para Yesterday. Choro, lágrimas, gritos. Só não valia acabar, mas estava acabando a passagem de Sir Paul por Goiânia.
 
Helter Skelter foi a penúltima música interpretada pelo ex-Beatle, que ao final soltou a frase “Tá na hora de vazar”, arrancando risos da plateia. Golden Slumbers fechou a histórica apresentação com muitos fogos de artifício, levando o público ao êxtase. Com certeza, Goiânia nunca mais será a mesma.
 
Os fãs demoraram um pouco a deixar o estádio, ainda anestesiados pela emoção do show. “Paul consegue reviver períodos, épocas históricas e se tornar absolutamente ideal. O show é uma construção tecnológica, sem perder a raiz que é a origem dos Beatles, sem perder os hits, e dando um exemplo de civilidade, de profunda amizade com os povos com quem ele se depara e esse sentido de humildade, de humanidade é o que mais falta hoje ao mundo e eu acho que o Paul é hoje no mundo um exemplo de vida que nós devemos seguir”, pontuou o assessor parlamentar Deusmar Barreto, que prestigou o evento com um grupo de amigos.
Já deixou saudades, Paul. Como você mesmo disse, “até a próxima”.


 

PUBLICIDADE

img

PUBLICIDADE

img

PUBLICIDADE

img

AGENDA

< >

Comentários

Deixe um comentário

Seu email não será divulgado

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado.

img

Av. D, nº 419, sala 401, Ed. Comercial Marista

Goiânia - GO / CEP:74.150-040

(62) 9946-0186

[email protected]