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Entrevista: Lucão fala sobre livro com Fabio Maca0 comentário

Entrevista

Publicado em 21/06/2018 17:08

 

Lucão e Fabio Maca irão lançar em Goiânia o livro "Dois Avessos". O evento será nesta quinta-feira (21), às 19h30, no Studio Burguer, no Setor Bueno. Na obra, os autores exploram suas novas facetas. Lucão aposta em poesias mais extensas, fugindo um pouco do formato de frases que o consagrou como poeta. Já o calígrafo Fabio Maca, além de colaborar graficamente, revelou as suas poesias engavetadas. Enquanto Lucão manifesta o amor com leveza e quase grita sua certeza, Maca ainda tem algumas dúvidas, fala baixinho com medo de ser ouvido. Um é o avesso do outro e, por isso, a ideia do nome e de fazer o livro com as páginas literalmente viradas ao contrário. Conversamos com Lucão por WhatsApp sobre o livro, sobre a parceria com Maca, sobre poesia e sobre o evento de hoje. Aperte o play!


Confira na íntegra




Conte para a gente como foi que você descobriu as poesias do Fabio Maca e como desenvolveram o projeto.

Foi muito legal, porque eu fiquei amigo do Fabio Maca em 2015, num evento que eu fiz em São Paulo. E a gente foi ficando amigo, cada vez mais que eu ia a São Paulo, se encontrava e, no começo deste ano eu fui ao apê dele, que é como se fosse um ateliê, e acabei descobrindo num baú, literalmente num bauzinho, um bocado de material dele escrito à mão. Ele é calígrafo e dentro desse material tinha as caligrafias, mas não eram só caligrafias, eram poesias. E aí eu fiquei encantado com a poesia dele e voltei pra Goiânia com essa coisa de ter descoberto o poeta. Aí, na próxima semana, na outra semana eu já estava com isso na cabeça. Eu ia publicar um livretinho, o meu terceiro livro, e resolvi convidá-lo para fazer junto. Então essa obra nasceu desse encontro inesperado com a poesia do Maca. Eu não sabia que ele era poeta e fiquei encantado. E agora ele é um poeta, com esse primeiro livro, "Dois Avessos".


Em "Dois Avessos" você apresenta poesias mais longas, diferentes do formato de frases que costumava expressar. Como foi a experiência?

É, foi uma coisa muito natural esse lance da poesia longa. Bom, eu sou apaixonado pela poesia de qualquer tamanho, de qualquer forma, de qualquer tema. Sou apaixonado pela palavra e, naturalmente, pelas leituras que eu faço, Manoel de Barros, Mário Quintana, Adélia Prado e outros poetas que eu vou encontrando durante o caminho, Pablo Neruda, e outros, são muitos poetas, difícil de lembrar. A minha poesia também vai se transformando. Há pouco tempo, a minha poesia foi se alongando, alongando, foi virando uma prosa maior, naturalmente. Eu também comecei a escrever crônicas, há três anos. Escrevi um livro de romance, que sai no final de julho, que é uma história longa, que eu não imaginava escrever, então acho que foi um processo natural da minha escrita. Uma fase e eu acho que assim como essa fase dos poemas longos eu vou viver outras fases, que não dá para prever, mas eu passei por essa fase, estou nessa fase de poemas maiores, de uma conversa um pouco maior com a poesia. E foi assim.


O país está passando por uma fase conturbada e as pessoas estão cada vez mais agressivas e radicais, principalmente nas redes sociais. Em sua opinião, o amor, a poesia e a leitura seriam bons caminhos para acalmar os ânimos?

Sempre foi. O amor e a poesia e essas leituras que acalmam sempre são. A arte é um recurso natural para dar alívio para as pessoas. A arte traz o alívio. A poesia é isso, a poesia é essa leitura que você faz no meio de uma manhã, no meio de um trabalho, uma leitura rápida que te dá uma paz ou que te dá uma tranquilidade. Não que ela seja autoajuda. Ela não é isso, mas a leitura acalma, né? Ela te dá uma outra perspectiva ou ela é um intervalo mesmo. Só um intervalo, onde você para, aquela correria, respira e volta a trabalhar ou volta à rotina, volta ao dia a dia, é um momento solitário maravilhoso, de ler, de contemplar como uma obra e seguir. Então eu acho que sim, eu acho que ela acaba sendo fundamental nesses momentos assim, nesse sentido, de trazer mais paz, calma, de trazer um intervalo mesmo.


Como será o evento hoje (21) em Goiânia?

Vai ser muito bonito, na verdade estamos celebrando esse livro. A gente lançou há dois meses só pela internet, a venda, e agora a gente está materializando o encontro. São três encontros, o de Goiânia é o segundo. A gente fez em Vitória, Goiânia e vai fazer São Paulo. Então hoje é pra gente celebrar esse encontro, bater um papo, contar um pouco da história de livro, ler poemas lá, com convidados também, que vão poder ler outros poemas e fazer um sarau mesmo. E, por fim, a gente vai autografar os livros das pessoas que compraram aqui em Goiânia e de quem quiser comprar também. Estará à venda lá, a gente terá alguns livros lá à venda, e poder comemorar. É uma comemoração à poesia mesmo, a qualquer poesia, ao amor mesmo, que foi esse encontro amoroso mesmo entre eu e o Maca, das nossas poesias, e uma retribuição do carinho que a gente recebeu, também, com o livro. A gente tem recebido muito carinho legal, então a gente tem tentado fazer esses encontros para retribuir esse carinho, apresentar o Maca e comemorar, com certeza.


Gostaria de convidar os leitores do Arroz de Fyesta para o evento desta quinta-feira?

É claro! Quero convidar os leitores do Arroz, que são leitores sempre muito queridos comigo também, e com a leitura, a participar do evento de hoje à noite. É um evento gratuito. O evento será às 19h30, no Studio Burguer, aberto ao público. É só chegar mesmo e serão nossos convidados, com certeza, com muito carinho. A gente pretende dar muito carinho a vocês e retribuir um pouco do carinho que a gente recebe.


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