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Entrevista: Rogério Flausino fala sobre o Acústico Jota Quest0 comentário

Entrevista

Publicado em 04/05/2018 22:20

 

A banda Jota Quest está de volta a Goiânia, desta vez com o show " Acústico  Jota Quest- Músicas Para Cantar Junto". A apresentação será neste sábado (5), no Centro de Convenções da PUC. A abertura dos portões será às 21 horas e o show está programado para às 22 horas. Ainda é possível comprar ingressos. Eles custam a partir de R$ 90,00 (meia), dependendo do lugar escolhido, e estão disponíveis na Tribo, Komiketo (T-4), Rival Calçados e pelo site Bilheteria Digital. Doador de 1kg de alimento terá 50% de desconto sobre o preço da inteira e deverá entregar o alimento na entrada do evento.

 

O show comemora os 20 anos de sucesso do grupo e traz hits da banda em versões acústicas inéditas, além de novas canções, compostas especialmente para o projeto. No repertório, clássicos como "Dias Melhores", "Amor Maior", "Só Hoje", "O Vento", "Fácil", "O Vento", "Do Seu Lado", "Vem Andar Comigo", "Dentro De Um Abraço", "As Dores Do Mundo" e "Encontrar Alguém", entre outros, totalmente repaginados, além de novidades como as canções "Morrer de Amor" (parceria com Alexandre Carlo - Natiruts) e "Pra Quando Você Se Lembrar de Mim" (parceria com Wilson Sideral). Conversamos por WhatsApp com Rogério Flausino sobre o projeto acústico, sobre a escolha do repertório, sobre o mercado digital, sobre a carreira da banda e novos projetos. Aperte o play!


Confira na íntegra




Primeiro acústico do Jota Quest. Como vocês tomaram a decisão de que seria a hora?

Pô, é isso aí, Arroz de Fyesta, cara, a gente está vivendo um momento maravilhoso com o Acústico Jota Quest. Essa novidade na nossa carreira, a gente não tinha realizado ainda. Eu acho que a decisão de fazê-lo teve a ver com diversos fatores, um deles, obviamente, o fato de não termos feito ainda. No final dos anos 90, no começo dos anos 2000, essa modalidade bombou no Brasil, através da MTV, que é o Acústico MTV. Muitos artistas fizeram álbuns antológicos a partir daquele momento, eu destacaria aí, por exemplo, dos Titãs, da Rita Lee, qual mais? Do Capital Inicial, Gilberto Gil, nossa, tivemos álbuns realmente históricos para a música brasileira. A gente ficou com vontade de fazer na época, mas a gente era uma banda muito nova. A gente tinha dois ou três discos. A gente achava que precisava juntar mais coisas para que quando a gente resolvesse fazer esse álbum pudesse realmente entrar para a história da banda, de alguma maneira. Então a gente ficou sete meses trabalhando, gravou praticamente um ano, lançou em setembro e estamos há seis, sete meses em turnê pelo Brasil, que chega agora pela primeira vez a Goiânia. Vamos tocar no teatro da PUC, também pela primeira vez. Então a gente está muito satisfeito, o resultado está sendo maravilhoso pra gente que está realizando aquilo no palco e as pessoas, agora que a gente está com sete meses de turnê, já passamos por vários lugares. Esse show em Goiânia é o número 50, a gente só tem escutado elogio. A gente está muito satisfeito e a gente acha que chegou numa hora muito boa, acho que a maturidade, tanto pessoal, quanto profissional da banda, nos ajudou muito a realizar esse projeto como ele deveria, privilegiando mais a canção do que, na verdade, qualquer situação, sei lá, tanto pelos arranjos, tanto pela forma que a gente está se comportando no palco, e eu acho que um acústico pede isso.


Com 20 anos de carreira, como vocês fizeram para escolher o repertório?

É, realmente, em relação a repertório, parte dele a gente não teve muita dificuldade, afinal de contas ele é também um álbum comemorativo, então os maiores sucessos do Jota Quest, os maiores mesmo estão presentes. Essas 15 músicas, vamos dizer assim, a gente não teve dificuldade de escolhê-las, era " ór concur", acho que estava na lista de todos os integrantes da banda. Depois, as outras 10, que para escolher essas a gente discutiu pelo menos umas 25, a gente teve um pouco mais de dificuldade. A gente queria atender os fãs, queria atender gosto de cada um de nós. O produtor, também, o Liminha, estava envolvido nessa escolha, o pessoal da gravadora e a gente não podia escolher mais do que 25 porque é um espetáculo, um show, tem começo, meio e fim. Não pode ficar muito grande também. A gente não conseguiria colocar tudo numa mídia de DVD legal, então a gente parou nessas 25. E para te dizer a verdade, a gente está bem satisfeito, acha que foi legal. Tudo que está aí mereceu estar aí. As que ficaram de fora, a gente teve uma ideia recente, que começa a ser realizada no dia 27 de maio, comemorando um ano de gravação do DVD, que é a ideia que a gente vai começar a lançar, uma vez por mês, ou algo do gênero, duas faixas que não estão no DVD. Ou seja, aquela musiquinha que ficou de fora, a chance dela entrar é agora! Vamos gravar sempre ao vivo, tocando em shows para o Brasil afora, duas musiquinhas tiradas de cada show, ao longo de um período que ainda não foi definido por quanto tempo faremos isso, mas nós vamos fazer. Estão está todo mundo superanimado, porque agora a gente vai conseguir trazer aquelas que ficaram de fora. Legal!


Então é verdade que a partir de maio você vão lançar versões acústicas de algumas canções que ficaram fora do álbum! Poderia adiantar alguma?

É verdade mesmo! Bom, vai, eu vou contar para vocês quais são as duas primeiras. As duas primeiras músicas, o primeiro "bundle", porque agora chama "bundle" o single digital, que vai ser lançado nas proximidades dos dias 25, 27 de maio, são duas músicas do primeiro CD do Jota Quest. Nosso primeiro CD foi lançado em 96, é aquele que tem as perucas, é o disco que tem "Encontrar Alguém" e "As Dores do Mundo" e aí nós vamos gravar mais duas músicas desse disco. Já gravamos, na verdade, gravamos no show de São Paulo, e vamos lançar mixagens ao vivo. É a música "Vou pra Aí" e a música "Onibusfobia". "Vou pra Aí" é menos conhecida, assim, os fãs conhecem muito, mas não tocou no rádio. Já "Ônibusfobia" foi a terceira música de trabalho do Jota Quest que tocou no rádio e tocou muito. É aquela do "Carapicuíba é longe pra caramba, Carapicuíba só se for de carro, Jacarepaguá é longe pra caramba e o refrão é "ah, isso aqui está muito bom, ah, isso aqui está bom demais". Então é essa aí que a gente gravou ao vivo lá em São Paulo, está bem engraçada a gravação e a gente vai disponibilizar para a galera a partir de agora. Tomara que a galera goste!


Conversamos com você em 2016, na época de um show que fez aqui em Goiânia com o seu irmão Sideral, em homenagem ao Cazuza. Perguntamos como era cantar Cazuza diante do atual momento político. Já estamos em 2018 e agora em abril vocês tiveram a oportunidade de cantar o repertório novamente, no dia em que ele completaria 60 anos. Como foi?

Pode crer, me lembro totalmente da gente conversando. Já faz isso tudo? 2016, né? Foi em maio de 2016, se não me engano, estava aí com o meu irmão em Goiânia fazendo, na verdade, o nosso primeiro show fora de BH do nosso projeto "Flausino e Sideral cantam Cazuza". Esse projeto rodou o Brasil, a gente já fez várias cidades e o último show que a gente fez foi realmente lá no Circo Voador, no dia do aniversário do Cazuza, que ele faria 60 anos de idade. Fizemos um grande show, com renda revertida para a Sociedade Viva Cazuza, com participação do Caetano Veloso, da Bebel Gilberto, da Preta Gil, foi um acontecimento, viu? Muito emocionante, muitos amigos do Cazuza, a mãe do Cazuza, várias pessoas ligadas à carreira dele estavam presentes neste dia. Foi um negócio espetacular e a gente tem esse projeto guardado com a gente. Carregaremos esse projeto eternamente, podendo realizá-lo a qualquer momento, novamente, Brasil afora. É a nossa intenção, a gente só está, neste momento, com o "Jota Quest Acústico" pegando fogo, o Sideral está com o projeto dele, que chama "Wilson Sideral Tropical Blues", tocando clássicos da música brasileira no formato do blues. Então é um projeto dos irmãos que está sempre pronto para acontecer a qualquer momento, é um prazer poder cantar Cazuza. E em relação a essa coisa do momento político então, poder cantar Cazuza é dar vazão a toda a raiva e o desprezo que a classe política brasileira tem provocado na gente, esperando mudança. Vamos nessa!


Quais são os próximos projetos da banda e da sua carreira?

Olha, os projetos do Jota Quest, pelo menos os mais recentes, os mais próximos que a gente enxerga, estão totalmente ligados ao Acústico. A gente está com sete meses de turnê. Turnês, quando dão certo, duram dois anos, essa é a nossa intenção, a nossa expectativa, ela é muito boa. Como eu disse anteriormente, a gente vai começar a lançar a partir de maio mais singles acústicos, que não fazem parte do DVD, para dar vazão a este momento tão bacana que a gente está vivendo. Não tenho, realmente, nenhum projeto, não temos nenhum projeto diferente desse para contar ainda. A gente está até, meio que felizão assim, a gente está descansando com o Acústico, apesar da gente estar fazendo muitos shows. Está descansando, curtindo ele e é isso, quando a gente tiver algum projeto realmente novo vocês serão os primeiros a saber.


Gostaria de convidar o leitor do site Arroz de Fyesta para o show Acústico em Goiânia?

Com certeza, toda a galera que está conecta no Arroz de Fyesta, um grande abraço da galera do Jota Quest, fica aqui, mais uma vez, o convite, neste sabadão, a partir das 22 horas em ponto, o Jota Quest no palco do Teatro da PUC, pela primeira vez na cidade aí no teatro com o nosso "Acústico Jota Quest- Músicas para Cantar Junto". Venham dividir com a gente essa emoção! Valeu demais, Goiânia, Goiás, a gente se vê aí!


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