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Auschwitz - Visitando um campo de concentração0 comentário

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Por Aí

Por Jayme Diogo

Publicitário, Indie Rocker e apaixonado por fotografia, música e Cultura Digital. Resolveu se aventurar por um tempo na terra da cerveja Guiness e explorar essa Europa afora. Morou em Dublin na Irlanda, ao longo de 13 meses.

Publicado em 07/03/2016 20:48

 

Confesso que dias antes de conhecer esse lugar, me peguei pensando bastante em cada detalhe da vida que eu nos meus 25 anos vivi até aqui. Auschwitz sempre foi um sonho antigo e acredito ser um desejo que qualquer pessoa que ame história. No meu caso, talvez por ter tido uma das mais marcantes professoras naquela época de ensino médio, ou talvez por algo ter marcado tanto a humanidade ao ponto de que nunca é demais relembrar algo pra que nunca seja repetido como o holocausto foi.

 

Silencioso, doloroso e com um semblante totalmente triste, assim foram os meus primeiros cinco minutos entrando pelo mais famoso portão principal de Auschwitz I, onde se lê a frase "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta"). Era como se um filme todo fosse passando na minha mente desde o momento que entrei ali. A todo momento pensando o que foi tudo aquilo. Era uma verdadeira usina da morte, montada pelos nazistas durante a Segunda Guerra para promover a aniquilação em massa de pessoas indesejáveis na Alemanha e nos territórios invadidos.

 

Visitar qualquer campo de concentração é sempre muito triste. Essa foi a minha primeira experiência que quero levar pra sempre comigo, mesmo sendo extremamente triste toda a história que se sabe, e o que mais impressiona é saber que o total de mortos nesses lugares é incerto, mas pode ter chegado a 3,8 milhões de pessoas, 1,1 milhão só em Auschwitz.

 

Confesso que de certa maneira esse foi um dos lugares mais tristes que já fui em toda minha vida, mas é um local pra se visitar e entender do que o ser humano é capaz de fazer por ódio, pois é impossível entrar nesse lugar e demonstrar uma palavra sequer ou expressão de sentimento positivo. O que pude demonstrar naquele lugar nada mais foram do que algumas lágrimas que caíram durante minhas três horas suficientes que ali fiquei. Mal sabia eu que poderia estar um dia ali.

 

A história é triste, as memórias também. Ânsia, inquietude, desespero, ansiedade, apreensão, aflição e tristeza, na verdade tudo isso é pouco pra descrever o que senti naquele lugar nesse dia, mas uma coisa disse a mim mesmo: quero fazer desse um dia de lembranças inesquecíveis como colecionador de experiências, por mais tristes que sejam, mas para mostrar as minhas futuras gerações que o ódio gratuito nunca e jamais valerá a pena.


 

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