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Saúde

Por Patrícia Moraes Quinan

Profissional da saúde com formação em Marketing e Administração, Cirurgiã-Dentista, CRO GO 5054, Pós-Graduada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), especializada em Gestão e Mercado de Luxo pela MCF Consultoria e especializada em Estratégias de Atuação no Mercado de Luxo pela TDL Agency. Sócia-fundadora e Chief Experience Officer do Grupo The1.

Publicado em 12/03/2019 10:13

 

Foto: Site Rafael Fagundes


A estética do sorriso está ligada a vários fatores e aspectos da anatomia dental. Qualquer tipo de assimetria ou desgaste da estrutura podem causar uma estética desfavorável. A Cárie é a principal doença que acomete os dentes, mas não é a única a provocar alterações nos tecidos dentários. É muito comum que o paciente relacione qualquer desgaste ou modificação na estrutura dental como sendo uma lesão cariosa, o que não é verdade.

 

Algumas dessas lesões podem ser causadas pelo processo de erosão dos tecidos dentais. Estão localizadas principalmente no nível da raiz dentária e podem ter graus diferentes de complexidade. Algumas podem evoluir e serem consideradas graves, com risco de perda do dente.

 

O avanço tecnológico da odontologia e a prevenção garantiram o maior controle de doenças bucais infecciosas, porém toda essa evolução do novo século trouxe também novos hábitos alimentares, comportamentais e culturais que determinaram o aparecimento, ou melhor dizendo, o agravamento de “novos problemas odontológicos”, que não são necessariamente “novos”. Na verdade, já existiam, mas com uma incidência menor, e que, portanto, não chamavam tanto a atenção dos especialistas.

 

A erosão ácida é um dano causado pelos ácidos provenientes da dieta. Os alimentos podem conter ácido fosfórico, cítrico, carbônico, entre outros, que enfraquecem os tecidos dentais, causando a sua desmineralização, que é a perda de substância mineral do esmalte e dentina, que são tecidos formadores da estrutura dental. Durante o exame, é possível conhecer os sinais clínicos visíveis e os riscos associados ao aparecimento dessa doença para diminuir as consequências para a saúde bucal.

 

Essa erosão dental também pode ser causada por outros distúrbios bucais, como a maloclusão, que é o mau posicionamento dos dentes; pela escovação com técnica inadequada usando pressão excessiva; por ausência de dentes que provocam sobrecarga em regiões específicas e, ainda, em consequência de hábitos parafuncionais como o bruxismo e/ou apertamento dental, entre outros fatores.

 

O desgaste dental está se tornando cada vez mais significativo na saúde da população ao longo do tempo. Isso porque a eficácia da prevenção e dos procedimentos de reabilitação oral fazem com que o índice de perda dos dentes seja menor e o seu uso bem maior durante toda a vida do indivíduo. Quanto maior o tempo de uso dos dentes, maiores as chances do aparecimento de lesões provocadas pela erosão ácida dos dentes.

 

Por isso, é de fundamental importância prestar atenção nos alimentos, e principalmente, com que frequência ingerimos alimentos ácidos.

 

Os ácidos que entram em contato com os dentes podem ser de origem intrínseca, fabricados pelo próprio organismo dos pacientes, como nos casos de portadores de distúrbios gástricos e nos pacientes com Bulimia, que fazem vômitos constantes e, ainda, em pacientes que possuem menor quantidade de secreção salivar, devido ao uso de medicamentos, ação do stress e pacientes de radioterapia e quimioterapia. Os ácidos de origem extrínseca são provenientes da dieta. O consumo de alimentos como suco de limão, vinagre, frutas (uva, maçã, laranja, damasco), vinho tinto, molho de salada, tomate, leite, têm ação potente na erosão química.

 

A verdade é que todos os alimentos que ingerimos tem na sua metabolização final a formação de ácidos que alteram o pH da boca e causam a perda de mineral dos tecidos dentais causando lesões de desgaste.

 

Os principais sinais de que a erosão ácida pode estar presente nos dentes são: a sensibilidade durante o contato com os alimentos; a alteração da cor dos dentes, que podem apresentar aparência levemente amarelada devido à visualização da dentina que é vista através de uma fina camada de esmalte erodido; a anatomia alterada com dentes desgastados e ásperos na sua superfície e transparência nos dentes anteriores.

 

Alguns métodos de prevenção são importantes:

 

  • Evite fazer a higienização logo após a ingestão de alimentos ácidos. Isso evita que a escovação contribua para remoção de minerais. O ideal seria uma hora após as refeições;

 

  • Beba refrigerantes ou bebidas gasosas sem permitir a permanência por tempo excessivo dentro da boca, prefira o uso de canudos, reutilizáveis;

 

  • Não faça bochechos com substâncias ácidas;

 

  • Escove os dentes apenas com a pressão suficiente para a remoção da placa dental. Não use nunca escova com cerdas médias ou duras. Use cerdas macias ou extra macias e escova com cerdas novas para maior eficácia da higienização;

 

  • Escolha creme dental com baixa abrasividade;

 

  • Vá ao dentista regularmente para correto diagnóstico e estabelecimento de tratamento adequado a cada caso.

 

 

Dra. Patrícia Moraes Quinan

Cirurgiã-Dentista

CRO-GO 5054


 

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