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Malvino Salvador traz peça a Goiânia0 comentário

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Publicado em 01/05/2018 21:07

 

O espetáculo Boca de Ouro poderá ser visto em Goiânia nos dias 2 e 3 de junho, no Teatro Madre Esperança Garrido. A tragédia carioca de Nelson Rodrigues, escrita em 1959, conta com a direção de Gabriel Villela (indicado ao prêmio Shell de melhor diretor). No elenco estão Malvino Salvador, Lavínia Pannunzio, Mel Lisboa (indicada ao prêmio Shell de melhor atriz), Claudio Fontana, Chico Carvalho, Leonardo Ventura, Cacá Toledo, Mariana Elisabetsky, Jonatan Harold e Guilherme Bueno. Usando confetes, serpentinas e máscaras, o diretor, responsável também pela cenografia e figurinos, cria uma encenação com aura de carnaval, embalada por 14 grandes sucessos que vão de Dalva de Oliveira, Herivelto Martins, Ary Barroso, Ataulfo Alves, Lupicínio Rodrigues a João Bosco, entre outros. No sábado (2), a sessão será às 21 horas. No domingo (3), às 20 horas. Os ingressos custam de R$35,00 a R$100,00, dependendo do lugar escolhido. Eles podem ser comprados pelo site Compre Ingressos, Call Center (4052-0016) e Komiketo da T-4. 

 

Boca de Ouro é um lendário bicheiro carioca, figura temida e megalomaníaca, que tem o apelido porque trocou todos os dentes por uma dentadura de ouro. Também é conhecido como o Drácula de Madureira. Quando Boca é assassinado, seu passado é vasculhado por um repórter. Sua fonte é dona Guigui, a volúvel ex-amante do contraventor, uma mulher que, ao longo da peça, revela diferentes versões do bicheiro.

 

Malvino Salvador é Boca de Ouro, Mel Lisboa e Claudio Fontana fazem o casal Celeste e Leleco, e Lavínia Pannunzio vive a transtornada Guigui, ao lado de Leonardo Ventura, que faz seu fiel e apaixonado marido, Agenor. Chico Carvalho é Caveirinha, o repórter "rodriguiano", que carrega em si o olhar afiado e crítico do dramaturgo-jornalista, que durante anos trabalhou em Redações e conheceu ele próprio os vícios e contradições da imprensa. Chico também interpreta a grã-fina Maria Luisa. Cacá Toledo e Guilherme Bueno completam o elenco.

 

Jonatan Harold assume o piano, oferecendo a ambiência musical para Mariana Elisabetsky interpretar as canções de Dalva de Oliveira (1917-1972).

 

Como toda a ação proposta por Nelson Rodrigues parte da mente contraditória de Dona Guigui, as diferentes narrativas da personagem são exploradas pelo encenador de forma muito diversa. A cada versão de Guigui, a arena de Villela circula, ressaltando o espaço arquetípico convergente, assim como o salão circular de uma gafieira, ou um ciclo de vida que se encerra.

 

Dentro das iconografias do subúrbio carioca, Gabriel se utiliza da simbologia do Candomblé e das mascaradas astecas no espetáculo. A casa de Celeste e Leleco traz muitas representações de Orixás sincretizados. A figura de Iansã, Guilherme Bueno, aparece toda vez que uma cena de morte acontece. Iansã faz a contrarregragem das mortes da estória.

 

O Brasil cabe todo nesta arena: a política, as narrativas contraditórias, a libido, a festa da gafieira, o jogo do bicho, a fé e a música. Retratos de uma época que nos mostram que o Brasil pouco mudou e que o dramaturgo, nascido em Pernambuco em 1912 e radicado no Rio de Janeiro, nunca foi tão atual.

 

A iluminação é de Wagner Freire, a direção musical e preparação vocal são assinadas por Babaya e a espacialização e antropologia da voz por Francesca Della Monica. Os diretores assistentes Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo completam a equipe criativa.

 

Esta é a terceira montagem de Nelson Rodrigues feita por Gabriel Villela. Em 1994 ele montou A Falecida, com Maria Padilha no papel título, depois foi a vez de Vestido de Noiva, em 2009, protagonizado por Leandra leal, Marcello Antony e Vera Zimmerman.

 

No repertório, estarão as canções: Cidade Maravilhosa (Andre Filho), Vingança (Lupicínio Rodrigues), Ave Maria do Morro (Herivelto Martins), Lencinho Branco (Dalva de Oliveira), A Noite do Meu Bem (Dolores Duran), Na Cadência do Samba (Ataulfo Alves), Ne Me Quittes Pas (Jacques Brel), Última Estrofe (Orlando Silva), Eu Dei (Ary Barroso), O Ouro e A Madeira (Ederaldo Gentil), Hino ao Amor (Edith Piaf / M. Monnot), Não Deixe o Samba Morrer (Edson Conceição e Aloísio Silva), Bang Bang - My Baby Shot Me Down (Sonny Bono) e De Frente Pro Crime (João Bosco).

 

Serviço:

Data e horário: 02/06, às 21 horas, e 03/06, às 20 horas

Local: Teatro Madre Esperança Garrido, Avenida Contorno, 63, Setor Central

Preço:

PLATEIA INFERIOR: R$ 100,00 inteira e R$ 50,00 meia

PLATEIA SUPERIOR: R$ 70,00 inteira e R$ 35,00 meia

Pontos de vendas: Site Compre Ingressos, Call Center (4052-0016) e Komiketo da T-4. 

Descontos de 50% para estudantes e pessoas de idade igual ou superior a 60 anos.

Gratuidade para deficientes físicos

Informações: 3212-3531
Duração: 100min

Classificação: 14 anos


 

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