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Confinamento da pandemia causa estresse e ansiedade nos pets0 comentário

Mundo Pet

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Publicado em 08/07/2021 22:34

 

Foto: Pixabay


Uma pesquisa realizada em abril de 2021 pelo site japonês Inunavi, mostrou que 70% das pessoas que têm pets começaram a passar mais tempo em casa após o início da pandemia e 56% delas notaram uma mudança de comportamento dos seus animais de estimação.

 

No Brasil, uma pesquisa realizada em agosto de 2020 por um hospital veterinário de São Paulo revelou que 30% dos entrevistados notaram um aumento no peso dos seus pets, por estarem menos ativos na quarentena, e 20% dos donos perceberam algum tipo de ansiedade no comportamento de seus animais.

 

Segundo a coordenadora da pós-graduação em Nefrologia e Urologia de Animais de Companhia e professora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Positivo, Patricia Mosko, os animais também podem desenvolver problemas psicossomáticos, ou seja, tudo o que é absorvido do ambiente tem impacto na saúde – e, na pandemia, esses problemas tornaram-se mais frequentes.

 

“Os principais fatores que podem causar a mudança de comportamento do pet e o desenvolvimento das enfermidades psicossomáticas são a ansiedade e a preocupação dos tutores, pois isso é percebido pelos animais e tem impacto sobre o funcionamento do corpo deles. Além disso, também há uma diminuição da qualidade do tempo de contato – porque, quando estamos juntos deles o tempo inteiro, deixamos de dedicar 100% da atenção e, com isso, de estabelecer uma boa conexão. Isso faz com que os sentimentos ruins prevaleçam, como a ansiedade, por exemplo, e, assim, as enfermidades aparecem”, explica.

 

A veterinária alerta que os tutores devem ficar atentos para alguns sinais que podem ser sintomas de distúrbios psicossomáticos, como a lambedura excessiva, no caso dos cães, e inflamação urinária, no caso dos gatos, chamada de cistite intersticial felina.

 

“Se o cão parar tudo o que está fazendo para lamber suas patas, é um sinal de ansiedade. Ele está te ouvindo, está prestando atenção no que está acontecendo no ambiente, mas não consegue parar com a lambedura. Alguns cães podem apresentar o pelo da pata manchado por conta disso ou até mesmo feridas e vermelhidão no local”, pontua.

 

“Se o gato começou a fazer xixi fora do lugar correto que lhe foi ensinado, ele está querendo mostrar que tem um problema. Isso mostra que a urina acabou escapando ali e não deu tempo de chegar no local correto. Alguns gatos apresentam até sangue na urina ou miam alto enquanto fazem a micção, como se estivessem gritando de dor”, alerta.

 

De acordo com a professora, é possível amenizar os efeitos desse estresse para os pets, estabelecendo disciplina no cumprimento dos horários de cada tarefa do dia a dia, sabendo separar as atividades para conseguir concentrar 100% da atenção em cada uma delas.

 

“No confinamento, acabamos fazendo tudo ao mesmo tempo, o tempo todo. Não podemos esquecer que a disciplina deixa nossa vida mais organizada e com menos ansiedade. É preciso definir uma rotina: horário de trabalho, de alimentação, das tarefas domésticas e o de ficar com nossos animais. Usar esse momento para dar 100% de atenção a eles”, destaca.

 

“Quando conseguimos estabelecer essa conexão e esse contato com nossos animais, nosso organismo responde de forma positiva, liberando substâncias químicas benéficas, como serotonina e endorfina, por exemplo, tanto em nosso corpo, quanto no deles. Com isso, a chance de desenvolvimento dessas doenças psicossomáticas fica muito menor. Ou seja, precisamos estabelecer contato de qualidade com os pets e respeitar a individualidade deles para amenizar esses problemas”, esclarece.

 

 

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