Evandro Soares abre individual “Autorretrato em Linhas Sólidas”

09/05/2026 | 0 comentários
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A exposição “Autorretrato em Linhas Sólidas” estará aberta à visitação de 15 de maio a 5 de julho, no Centro Cultural Octo Marques, reunindo desenhos, esculturas, objetos em relevo e fotografias, apresenta 50 obras que traduzem as diversas fases e inspirações do artista Evandro Soares, baiano de Morro de Chapéu radicado desde o final dos anos 90 em Goiânia. Com curadoria de Agnaldo Farias, a mostra será realizada com recursos do edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio da Secretaria Estadual de Cultura de Goiás.

Autodidata, Evandro Soares conta que sua trajetória começou numa serralheria. “No interior da Bahia, quando eu tinha cerca de 12 anos, meu pai me levou para atuar como aprendiz por alguns meses com um serralheiro da região e desde então me encantei com o ofício. Além disso, também na  infância, participei de concursos de concursos de desenho na igreja. Porém, foi só ao me mudar para Goiânia, já adulto, que pude visitar museus, estudar desenho e artes e entrar em contato com artistas que viriam a se tornar referência para mim, como o Luiz Mauro”, destaca Evandro.

A exposição Autorretrato em Linhas Sólidas é resultado, explica o artista, de uma reflexão de seus primeiros contatos com o ofício da serralheria, mas também de suas experiências mais recentes, com influência da fotografia e desenho, além do metal. “A arquitetura também começou a influenciar meu trabalho à medida em que eu passei a viajar para várias cidades do País para apresentar as minhas obras. Nessas andanças fotografava os prédios e, a partir daí, passei a pesquisar, além da escultura e do desenho, também o bidimensional”, acrescenta Evandro.

O curador Prof. Dr. Agnaldo Farias, da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo, destaca que  esta exposição reúne séries realizadas em diferentes períodos da trajetória recente do artista, incluindo um expressivo conjunto de desenhos, que auxilia o público a ver o seu processo de pensamento.

“A exposição parte dos desenhos (que também são relevos e haverá quem os entenda como esculturas, é mesmo difícil situá-los), desde aqueles que eram estabilizados dentro de molduras quadrangulares, para o momento em que, libertados do enquadramento, correm soltos pelas paredes, em torções e guinadas assimétricas e, como tais, imprevistas. Construções de evocação minimalista, com jogos e inversões de fundo e figura entre preto e branco”, ressalta o curador.

Ele destaca também as “ fotografias urbanas, empenas e fachadas de prédios nas quais o artista arranja seus relevos filiformes, cujo alto refinamento impede-nos de dizer de pronto se são grafismos efetuados diretamente no papel fotográfico ou aplicações de arame pintados”. 

O professor acrescenta ainda que a individual apresenta os primeiros resultados da série Sertão de Ferro, baseada nos inúmeros catálogos de modelos de ornamentos, portões e grades com os quais Evandro foi iniciado ao seu oficio original, de serralheiro. “Com isso, ele volta ao ponto de partida, num movimento espiralado, um ponto acima, incorporando como arte aquilo que antes se resumia ao funcional. Um achado brilhante, original, mais um avanço na sua poética fundada em explorações”, conclui o curador.

SERVIÇO:
Abertura: 14 de maio, às 19h
Visitação: 15 de maio a 5 de julho
Funcionamento: Das 9h às 11h30 e das 13h às 17h
Local: Centro Cultural Octo Marques (Parthenon Center, Rua 4, Centro, Goiânia)
Curadoria: Prof. Dr. Agnaldo Farias
Entrada gratuita
Classificação livre

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