Web série mostra como projeto do Sesc transforma retalhos em oportunidades de renda

04/07/2026 | 0 comentários
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Retalhos de tecidos, criatividade, solidariedade e histórias de vida se unem na web série sobre a Rede Recostura, projeto desenvolvido pelo Sesc Mesa Brasil em Goiás, que transforma resíduos têxteis em oportunidades de geração de renda, desenvolvimento pessoal e fortalecimento comunitário. A produção terá o primeiro episódio lançado no próximo domingo, dia 4 julho, no canal oficial do Sesc Goiás no YouTube.

A série apresenta os bastidores da 6ª edição do projeto, que culminou em um desfile realizado no teatro do Sesc Centro no mês de junho deste ano, e acompanha os participantes durante as oficinas, mostrando como o aprendizado da costura criativa, do bordado e da customização de peças vai muito além da técnica. Os episódios também revelam os impactos sociais da iniciativa por meio dos relatos de participantes, instrutores, estudantes, parceiros e representantes das instituições beneficiadas.

A Rede Recostura é voltada às instituições sociais atendidas pelo Sesc Mesa Brasil Goiás. Cada entidade indica representantes para participarem das oficinas, que posteriormente compartilham os conhecimentos adquiridos com os demais atendidos em suas comunidades, ampliando o alcance do projeto.

Ao longo da edição 6ª edição, foram realizados cerca de 15 encontros, totalizando aproximadamente 50 horas de oficinas. Além do desenvolvimento de técnicas de reaproveitamento integral de tecidos, os participantes foram estimulados a criar peças autorais inspiradas em suas próprias histórias e memórias, sempre sob a perspectiva da sustentabilidade.

Segundo a gerente do Sesc Mesa Brasil Goiás, Lilia Moreira, a proposta vai muito além da qualificação profissional: "As alunas aprendem na oficina e replicam nas instituições e isso faz parte da missão do Sesc, pois somos uma instituição social que vê não só o alimento e a roupa que estão faltando, mas também a parte emocional, cuidamos da saúde como um todo", aponta.

A assistente social e coordenadora da Rede Recostura, Daiane Morais Campos de Castro, ressalta que o projeto também desperta novas perspectivas para os participantes: "Esse projeto ensina as pessoas das instituições, que vão propagar isso para todos os seus atendidos, o reaproveitamento integral do tecido. E de certa forma nós estamos ensinando as pessoas a ter uma renda."

Ela reforça ainda o impacto emocional da iniciativa. "Quando o projeto começa elas chegam de uma forma e quando termina elas saem de outra forma. E sempre perguntam quando será a próxima edição porque elas se sentem acolhidas, se sentem amadas e ali também é uma terapia", pontua.

Parceira da iniciativa desde o início do projeto, a professora do curso de Design de Moda da Universidade Federal de Goiás (UFG) e coordenadora do projeto de extensão Rede Recostura, Isadora Medeiros, explica que a proposta evoluiu ao longo dos anos e hoje une moda, sustentabilidade e inclusão social. "A Rede Recostura representa muito para mim, muito mesmo. (...) A extensão universitária é a gente levar esses profissionais que vão atuar no mercado para atuar na comunidade e dar essa contribuição", afirma.

Isadora também valoriza o impacto ambiental do projeto. "Como professora e pesquisadora da área, entendo que sustentabilidade, para ter impacto global, ela precisa ter ações locais, então eu acho a Rede Recostura uma importantíssima ação local”, pontua a instrutora das oficinas.

Os resultados são percebidos por pelos alunos do projeto social. Diretora da Casa Silvestre Linhares, instituição atendida pelo Sesc Mesa Brasil, Sueli Linhares encontrou na Rede Recostura um espaço de aprendizado e acolhimento. "Quem cuida também tem o direito de ser cuidado e as oficinas são um momento de lazer para mim, em que a gente vai lá e cria coisas novas", observa.

Ela ressalta ainda que o reaproveitamento dos materiais gera benefícios para a instituição. "Qualquer pedacinho de pano que ganhamos, nós ressignificamos. Assim como ressignificamos nossa vida, ressignificamos isso aqui", acrescenta.

Para a voluntária da Associação dos Idosos Fonte Viva, Sueli Francisca dos Santos, o aprendizado adquirido nas oficinas beneficia outras pessoas além dela. "O que eu aprendo lá eu trago para cá", garante.

 

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