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Os paradigmas da reforma ortográfica da Língua Portuguesa0 comentário

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Repórter Teen

Por Andressa B. Viana

15 anos, aluna do 2º ano do ensino médio

Publicado em 02/09/2009 18:24


O termo “reforma”, constantemente usado para designar a metamorfose da língua portuguesa, consiste em modificações muito além dos valores culturais da língua de um país.  Essas mudanças podem alcançar valores sociais, educacionais e, essencialmente, econômicos.

 

No caso da atual reforma ortográfica da língua portuguesa, de todos os falantes da língua lusófona, os brasileiros foram privilegiados com uma margem, em média, de meio por cento apenas de todo vocabulário a ser modificado. Entretanto, esse valor ganha maior peso se analisarmos o nível de instrução da população brasileira. Falar e escrever corretamente são dificuldades enfrentadas por mais de 15 milhões de brasileiros, ou seja, as novas regras deixam de ser um acréscimo em complicação para essa margem populacional e recai sobre quem tem mais contato com o saber.

 

Os jovens estudantes, por exemplo, são os mais explorados a reajustar o aprendizado de forma a enquadrar-se na pretendida unificação da língua. Contudo, são os mesmos que mais geram críticas contrárias ao objetivo da reforma, pois temem que mudanças na língua portuguesa possam prejudicar exames seletivos de universidades, bem como gerar conflitos às crianças que acabaram de passar pelo processo de alfabetização. Para garantir o processo de transição, foi estabelecido um prazo considerável de três anos para a regulamentação efetiva de toda reforma.

 

No Brasil, a repentina tomada de decisão para se valer do acordo criado entre os países falantes do português tem forte influência das editoras. Porém, não é o que esta visível na mídia. Essa se faz de elementos falhos e pouco justificativos para as medidas que estão tomadas, utilizando, por exemplo, a tentativa aproximar os leitores dos países que utilizam da língua, para integrá-los colaborando para uma maior compreensão do que é lido. Isso é inexplicável, pois dos sete países quase 80% não possui acesso a leitura alternativa.

 

Sobre as editoras brasileiras, essas desempenharam um papel importante na possível transmissão de cultura para os demais países que antes eram abastecidos por exemplares exclusivamente de Portugal. Dessa forma, o Brasil cria possibilidades de florescer o campo econômico com o fornecimento de cultura para os demais países.

 

A realidade, portanto, é formada por dois paradigmas. O primeiro se vale da causa imediata de unificar os povos que falam a língua portuguesa. O segundo seria a relação dos interesses político-econômicos sobre essa causa, que acabam distorcendo o real objetivo do acordo ortográfico.

 

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