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Repórter Teen: Gabriela Paschoal entrevista jornalista Dony De Nuccio 1 comentário

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Repórter Teen

Por Gabriela Paschoal

18 anos, aluna do Curso Visão.

Publicado em 13/06/2015 10:57

Gabriela Paschoal e Dony De Nuccio
 

Marcos Cardoso


Nesta quinta-feira, estive na 13ª Semana da FGV, realizada na ESUP, que contou com a palestra de Moisés Spritzer e Dony De Nuccio - especialistas econômicos - sobre a situação atual do Brasil frente à economia e as perspectivas para os próximos anos. 

 

Entrevistei Dony De Nuccio, que é âncora do programa Conta Corrente e editor de economia do Jornal das Dez, ambos exibidos no canal GloboNews. Muito simpático e "pé no chão", Dony fez questão de responder às minhas perguntas de forma bastante completa, o que me motivou ainda mais a realizar o meu sonho e a seguir os passos dele. Desde que fui "forçada" a pensar em uma profissão, eu escolhi ser economista, formada na USP, com foco em jornalismo econômico. Passo horas em frente à televisão assistindo Globo News e pensando que, um dia, irei trabalhar naquele ambiente. O que mais me impressiona ao assistir o Dony De Nuccio no ar é a desenvoltura e a propriedade que ele tem para abordar os mais variados assuntos, mesmo sendo um dos mais jovens economistas/jornalistas de lá. 

 

A oportunidade de entrevistar alguém que eu sempre acompanho foi, sem dúvida, muito realizadora. E, claro, não é pouco ressaltar o quão gratificante foi ouvir a história de como ele mentalizou o crachá da Globo (aos 8 anos de idade) e o conseguiu, depois de anos de intenso preparo acadêmico e de várias especializações na área em que atua.

 

Eu gostaria que você comentasse um pouco sobre o cenário atual da economia brasileira, se o Ministro da Fazenda Joaquim Levy conseguiu tomar medidas vistas como positivas até o presente momento e se a crise que estamos presenciando irá continuar.

 

Eu acho que o Brasil passa hoje por um momento importante, um momento difícil. Em termos de crescimento, nós teremos o menor crescimento, possivelmente, dos últimos 25 anos; a maior inflação, possivelmente, desde 2003. O Ministro atual é visto pelos investidores, pelo mercado, pelos empresários, como alguém que se assemelha com aquele médico que você não gosta de ir, mesmo sabendo que precisa dele… Que ele vai te receitar um remédio que você não irá gostar de tomar, mas que precisa tomar para ficar melhor depois. Sempre irá haver discordância quanto à dose desse remédio, à forma como ele é feito, alguém achando que “não, não deveria apertar tanto” ou “não, deveria apertar mais”. Em relação à direção geral, para onde ele está indo, eu acho que sim, está correta. Embora, infelizmente, em curto prazo, a gente passe por um período difícil, mas necessário nesse momento e, o quanto antes ele for feito, melhor para que a gente possa retomar logo o nosso crescimento.

 

A respeito da crise de 2008 nos EUA que, assim que explodiu, vários especialistas econômicos chegaram a afirmar que tal fase não iria durar mais do que 2 anos. Hoje, 7 anos após o marco inicial da crise, vários outros especialistas afirmam que ela perdura até hoje e que ainda tem impacto direto sobre a economia mundial. Você é adepto de qual visão? 

 

O mundo passou, lá em 2007/2008, pela maior crise em quase um século, principalmente se você analisar os EUA. A economia de lá encolheu, o valor total do mercado imobiliário caiu o equivalente a um PIB brasileiro inteiro, as ações caíram na Bolsa de Nova Iorque em 53% em relação ao período pré-crise e o desemprego chegou a 10%, ou seja: foi efetivamente uma crise global. Hoje, o cenário que nós temos é muito diferente daquele. Os EUA devem crescer este ano entre 2% e 3%, a Bolsa de Valores já está 30% acima do patamar pré-crise, a taxa de desemprego está em 5,5% - muito menor que a nossa e menor até que a própria taxa de desemprego dos EUA antes da crise. Então, isso mudou. Mudou nos EUA, mudou na Europa. Eu acho que aquela crise, daquele tamanho, ficou retida lá no tempo, no passado. Agora, quem está passando por maiores dificuldades são poucos países, países como o Brasil. Mas eu espero que seja temporário e acho que, possivelmente, daqui a 2 anos nós estaremos bem melhor do que agora.

 

Então dizer que a crise brasileira é uma consequência da crise mundial não é um argumento justificável? 

 

Não, não mesmo. Em 2009, sim, teve um impacto global; sim, teve um impacto de menor demanda, com os EUA crescendo menos, com a Europa apanhando. Agora não. Se você reparar na América inteira, nós iremos crescer mais do que dois países, apenas: Venezuela e Argentina. Então, a responsabilidade agora é muito mais do Brasil e das escolhas que o país fez ao longo dos últimos 8 anos, do que efetivamente do resto do mundo. O resto do mundo está até ajudando o Brasil.

 

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Luiz

Bela entrevista Gabriela. Parabéns!!

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