FICCA Goiás destaca Inteligência Artificial aplicada aos negócios
Crédito: Silvio Simões
A Inteligência Artificial (IA) estará no centro das discussões da FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio —, de 27 a 29 de outubro de 2026, no Centro de Convenções de Goiânia. A programação reunirá especialistas, empresas e experiências práticas para discutir como a tecnologia pode contribuir para a produtividade, a eficiência e a competitividade dos negócios.
No dia 28 de outubro, o fundador da StartSe, Junior Borneli, apresenta a palestra “AI First — O Novo Sistema Operacional das Empresas Relevantes”. A agenda inclui ainda o painel “Tecnologia que gera valor” e, às 19h, o encontro “IA para todos”, com os pesquisadores Allan Christoffer e Celso Camilo, da Universidade Federal de Goiás (UFG), sob mediação de Kaol.
No dia 29, as discussões avançam sobre as aplicações da inteligência artificial no agronegócio, com análises de soluções tecnológicas para propriedades rurais, pitches das startups finalistas do Desafio AgroStartup e uma experiência de entrevista de emprego com IA no estande do Senar Goiás.
Entre os parceiros da feira, empresas como Sankhya e TOTVS apresentam soluções de gestão empresarial e automação que incorporam recursos de IA. Também participam a goiana AIONZ, com agentes inteligentes e análise de dados, a Nexum, com automação de processos, a Samsung, com ferramentas de produtividade, e o Hub Goiás, voltado ao fortalecimento do ecossistema de inovação.
Levantamento do Sebrae aponta que 38% dos empreendedores goianos afirmaram já ter utilizado algum recurso de inteligência artificial, como chatbots, assistentes virtuais e geradores de conteúdo. O dado reforça o avanço da tecnologia nos pequenos negócios e a discussão sobre como ampliar seu uso estratégico.
Para André Villela Ribeiro, gestor e especialista em digitalização e IA do Sebrae Goiás, a tecnologia pode contribuir para automatizar processos, reduzir desperdícios, aprimorar a gestão de dados, personalizar o atendimento e melhorar as vendas. Ele também destaca a necessidade de aproximar universidades e empresas para ampliar a adoção prática da inteligência artificial.
“O Estado é líder e vanguardista visto que a UFG foi a primeira universidade brasileira a ofertar um curso de engenharia em IA no Brasil. Porém o nível de adoção prática fica a desejar. Na verdade, a resistência à digitalização de uma maneira geral é um problema nacional. Nossos esforços estão exatamente nessa linha, incentivar a ideia da tríplice-hélice e quebrar a resistência”, afirma.
O especialista alerta ainda que a falta de adoção da IA pode comprometer a competitividade das empresas, especialmente diante de concorrentes que utilizam a tecnologia para agilizar processos, reduzir custos e tomar decisões com base em dados.
No cenário nacional, dados da pesquisa TIC Empresas 2025 mostram que a proporção de empresas brasileiras que utilizam inteligência artificial passou de 13% para 17% em um ano. Entre as pequenas empresas, o índice subiu de 10% para 15%, enquanto nas grandes chegou a 50%. No Centro-Oeste, 15% das empresas pesquisadas utilizam a tecnologia. Entre as organizações que já adotaram IA, a automatização de processos e fluxos de trabalho está entre as principais aplicações, alcançando 79%.












