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Entrevista: Dinho Ouro Preto fala sobre show do Capital Inicial em Goiânia0 comentário

Entrevista

Publicado em 04/08/2020 19:31

 

Depois quase cinco meses fora dos palcos e da estrada em razão da pandemia, a banda Capital Inicial retomará a agenda de shows com apresentação em Goiânia, neste sábado (8/08). O evento será às 22 horas, no Music Park Drive, em frente ao Passeio das Águas Shopping. Junto com Dinho Ouro Preto, Fê Lemos, Flávio Lemos e Yves Passarel estarão Fabiano Carelli (guitarra) e Robledo Silva (teclados). Clique aqui para saber informações sobre ingressos. Quem acompanha a carreira da banda, como nós, sabe que já está virando "tradição" para o Capital tocar em Goiânia após longos períodos fora do palco e que os roqueiros são sempre muito recebidos pelos fãs da cidade. Conversamos por WhatsApp com o Dinho sobre a volta aos palcos, repertório do show e uso das redes sociais, além da infecção do artista pela Covid-19. Clique para ouvir os áudios!


Confira na íntegra




Estávamos acompanhando os projetos banda para a turnê em homenagem aos 20 anos do Acústico, até que a pandemia suspendeu o projeto. Durante os últimos meses, você foi infectado, se recuperou, já fez lives solo e com a banda. Chegou o momento de retornar aos palcos e as primeiras apresentações da banda em formato drive-in serão em Goiânia e em Brasília. Brasília é o berço da banda e Goiânia é uma cidade que sempre recebe muito bem a banda, inclusive logo após momentos importantes em sua vida, como a recuperação do acidente e dias após um desmaio, em 2019. Qual é o sentimento do Capital para o novo recomeço?

Dinho Ouro Preto- Olha, é verdade isso que você falou. Quando eu me acidentei há 10 anos atrás, foi a única outra vez na minha vida que eu fiquei seis meses sem tocar, a volta foi aí, foi em Goiânia, foi no Jaó. E também sim, houve esse outro episódio, em que eu passei mal à noite, uma noite antes de uma ida para Goiânia, para tocar no shopping, no Flamboyant, acho que era solo, no entanto, dessa vez. É curioso, essas coisas me acontecem sempre antes do show em Goiânia. Eu não sei o quê que é e agora, mais uma vez, o Capital está parado desde de.... o último show que a gente deu, tirando lives, que foi basicamente o que aconteceu até agora, excluindo as lives, a última vez que o Capital pisou num palco de verdade para se apresentar foi no navio "Energia na Véia", aqui em São Paulo, no começo de março. Março, ou seja, o Capital está há quase cinco meses sem subir no palco. E mais uma vez, a volta, o retorno é em Goiânia. Eu não sei se é alguma sina do Capital, alguma bênção do Capital, mas acontece que sempre é em Goiânia. E mais uma vez você também tem razão em salientar o quanto nós somos bem recebidos na cidade. Tanto o Capital quanto eu sozinho, todas as vezes que eu me apresento aí, nós somos recebidos com muita generosidade e entusiasmo. E depois de tocar tantas vezes na cidade, nós já temos amigos, já temos uma turma aí em Goiânia e nós nos sentimos em casa na cidade. Então não poderia haver uma atmosfera mais acolhedora para mim e para o Capital. Eu francamente me sinto em casa, principalmente num momento como esse, que normalmente poderia eventualmente ser um momento de tensão e de expectativa, como que vai ser a volta aos palcos, como que as pessoas vão receber, a gente sabe que está tocando em casa. Ok, nós começamos a 200km daí, em Brasília, mas mesmo lá, nas nossas origens, no nosso começo, nós tocávamos muito em Goiânia. Então é uma extensão da nossa casa e temos uma familiaridade imensa com a cidade, com plateia daí. Reitero, nós temos bons amigos na cidade e não poderia ter um lugar melhor para o Capital estar reiniciando a sua caminhada do que estar tocando em Goiânia. É ideal, é o lugar perfeito. Estou muito aliviado que é em Goiânia, onde nós várias vezes já voltamos e quis o destino que fosse mais uma vez em Goiânia, desta vez. Então estou feliz da vida.


O show já será uma prévia da turnê dos 20 anos do acústico?

Dinho Ouro Preto- Não, a gente ainda vai tocar elétrico, muitas daquelas músicas que estão no Acústico vão ser tocadas. Aliás, quase todas, mas no formato elétrico. Vai ser o melhor do Capital. O show agora de sábado vai ser o melhor do Capital, ou seja, inclui as músicas do acústico, mas inclui tudo que foi feito depois também. "Não Olhe pra Trás", "À Sua Maneira", "Depois da Meia-Noite", "Olhos Vermelhos", todas essas músicas que foram lançadas pós-acústico estão incluídas também. Então é um (show) "clássicos", digamos, entre aspas, do Capital.


Durante o período da quarentena, observamos que você esteve mais presente nas redes sociais. Como tem sido a experiência de ter um contato mais próximo com o público?

Dinho Ouro Preto- Olha, o Capital, daqui a alguns poucos anos faz 40 anos. Eu comecei muito moleque no Capital, eu tinha 19 anos. E nós vimos todas as tecnologias passando pela nossa frente. A gente começou com vinil, do vinil foi para CD, do CD foi para download e agora streaming e redes sociais. É uma novidade, uma nova mídia e eu estou determinado a usar o máximo. Então as mídias sociais à nossa disposição são Twitter, Instagram, Facebook e Youtube. A grande vantagem dessas redes sociais é que elas eliminam intermediários, é um modo novo, que existe hoje para que você se relacione diretamente com os seus fãs, sem ser necessário ir a uma televisão ou ir em uma rádio. É uma coisa que eu posso fazer daqui da sala da minha casa, eu tenho como me dirigir às pessoas. E eu tenho me envolvido cada vez mais nessas redes sociais, principalmente num momento em que justamente eu estou ilhado, eu também em casa. Não estou conseguindo tocar e tocar é uma coisa fundamental na minha vida. É um dos maiores prazeres que eu sinto, estar em cima de um palco. Quando você exclui isso da minha vida, fica um buraco na minha vida, eu não consigo ser tão feliz sem me apresentar. Eu gosto do contato humano, eu gosto do diálogo, eu gosto de poder falar com as pessoas, da proximidade com as pessoas e a substituição desse contato que havia nos shows, nas turnês, nos camarins, nos palcos é substituído por um contato virtual, através das redes sociais. O que eu investi, principalmente, foi no Instagram e também no Youtube, fazendo diálogos com as pessoas, elas me mandando perguntas, eu respondendo e fazendo semanalmente lançamentos para o Youtube. A grande descoberta dos últimos tempos foi justamente o meu canal do Youtube, que eu comecei de um modo bastante inocente, despretensioso, acho que em novembro do ano passado e foi crescendo, crescendo, crescendo, crescendo, foi ficando cada vez mais sério e eu descobri que é uma nova forma de comunicação possível e eu tenho tido imenso prazer em fazer, em participar, em trazer as pessoas para dentro dessa nova plataforma e das outras plataformas digitais também. É muito bom! É muito bom para artistas e eu repito, elimina intermediários, é o diálogo direto dos artistas com as pessoas.


Você, que foi infectado pela Covid-19, teria algo a dizer sobre a importância dos cuidados preventivos?

Dinho Ouro Preto- Olha, é gravíssimo, o Brasil está se aproximando de 100 mil mortes. Acho que é o segundo país com maior número de óbitos do mundo. É um drama gigantesco, nunca houve algo parecido na Terra. Vai deixar cicatrizes na humanidade essa experiência. No meu caso, a gravidade foi intermediária, eu não fui assintomático, mas também não fui hospitalizado. Eu tive febre durante 15 dias e me recuperei, mas levei muitos meses até estar em forma de novo. É altamente contagioso. Eu diria às pessoas o seguinte: não brinquem, é sério. Lavem as mãos, sempre que possível. Preocupem-se com o próximo. Eu acho que é um exercício de empatia e de solidariedade o que está se fazendo agora, ou seja, use a máscara, pratique distanciamento social. Lave as mãos. Você pode, eventualmente, se você tiver sorte e se infectar, vai ser assintomático, mas você pode passar adiante involuntariamente para alguém que pode desenvolver uma infecção mais grave, que pode levar à hospitalização e, no pior caso, até à morte. Então eu acho que, principalmente, essas regras todas são para você proteger a pessoa do seu lado, que você, eventualmente, nem conhece, mas pode ser alguém da sua família também. Então eu acho que é um exercício de empatia e de solidariedade, principalmente. Preocupação com todos seres humanos e, particularmente, com todos os brasileiros.


Gostaria de convidar os fãs da banda e leitores do site Arroz de Fyesta para o show em Goiânia?

Dinho Ouro Preto- É isso aí, galera, neste sábado agora, Capital Inicial tocando num drive-in pela primeira vez e, o primeiro show, a volta do Capital depois de tantos meses é aí em Goiânia. A gente está morrendo de sede de tocar! Vai ser uma noite imperdível! Venham todos, venham se divertir com a gente! É isso aí, sábado agora, lá no Drive-in Music Park. Venha se divertir com o Capital! Valeu!


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