Sebrae e parceiros apresentam plano para ampliar florestas e atrair investimentos

12/08/2026 | 0 comentários
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Foto: Silvio Simões

O Plano Diretor Florestal para Goiás foi lançado na tarde da última segunda-feira (10) na sede do Sebrae Goiás, em Goiânia. A apresentação reuniu autoridades, representantes do setor produtivo e instituições que participaram da construção do estudo, que estabelece diretrizes para ampliar a produção de florestas plantadas, atender à demanda por madeira e criar condições para a atração de novos investimentos no estado.

O documento deve funcionar como um norteador para a atuação conjunta das instituições, com ações de curto e longo prazo. A expectativa é que a organização da cadeia contribua tanto para a atração de investimentos quanto para o fortalecimento dos pequenos negócios que atuam como fornecedores.

Estavam representadas instituições envolvidas diretamente na proposição do plano, como Sebrae Goiás, Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

O presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Goiás e da Faeg, José Mário Schreiner, marcou presença ao lado do vice-presidente do CDE, André Luiz Baptista Lins Rocha – também presidente da Fieg. José Mário destacou que a proposta busca preparar o estado para receber novos investimentos antes mesmo que eles sejam anunciados.

Segundo ele, durante a construção do plano, instituições como Sebrae, Faeg e Fieg, além de órgãos do governo, participaram das discussões para identificar oportunidades e estruturar uma atuação conjunta. Para o presidente do CDE, o setor florestal se mostra um dos setores mais importantes em termos de desenvolvimento de empregos e renda na cadeia de fornecimentos. “Goiás está dando um passo à frente mobilizando as instituições antes mesmo de o investimento chegar para dar mais confiança para esse tipo de empreendimento”, afirmou.

Elaborado pela ESG Tech, o plano parte de um cenário de aumento da demanda por madeira de eucalipto, tanto para atividades ligadas ao agronegócio quanto para a indústria de produtos madeireiros, painéis, móveis, celulose e papel. O diagnóstico aponta que Goiás possui atualmente uma base florestal insuficiente para atender à própria demanda e identifica cerca de 8 milhões de hectares com possibilidade de conversão para florestas plantadas.

De acordo com Mário Coso, head de consultoria da ESG Tech, responsável pela elaboração do estudo, o objetivo é criar caminhos para que Goiás amplie sua base florestal e, a partir disso, desenvolva diferentes segmentos da cadeia. “Há um grande mercado, uma grande cadeia que se abre a partir desse projeto”, explica. Segundo ele, o estudo também definiu zoneamentos e estratégias para orientar a expansão da atividade de acordo com as características de cada região do Estado.

A ampliação das florestas plantadas, segundo Coso, pode atender não apenas à demanda já existente do agronegócio, mas também criar condições para a instalação de novas indústrias. Entre as possibilidades estão os setores de painéis, móveis, celulose e papel.

Para o titular da Seapa, Ademar Leal, o desenvolvimento do setor não deve ficar concentrado em grandes projetos de celulose. A estratégia, segundo ele, precisa incluir pequenos e médios negócios ligados à cadeia, como empresas dos segmentos moveleiro, de MDF, essências e geração de energia.

Outro ponto destacado é a necessidade de organizar a atividade de acordo com as características de cada região. “O planejamento considera desde áreas com produção de mudas até locais com maior potencial para o cultivo de florestas”, reforça o secretário.

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